Vale do Reno Parte III - Bacharach

Bacharach


Depois de visitar três castelos durante um dia era hora de encontrar um lugar para dormir. Já havíamos pesquisado algumas cidades, entre elas Bacharach, Boppard e St Goar, e acabamos optamos pela primeira. Mas vou logo avisando que não foi uma escolha fácil, pois há opções de hospedagem bacanas em qualquer uma delas. 

Nossa principal justificativa para escolher Bacharach era ser a cidade mais próxima da nossa rota naquele momento. Sorte nossa, porque dificilmente poderíamos fazer melhor escolha. Apesar de ser pequena, a cidade possui uma boa infra estrutura, atrações de peso, bons restaurantes, mas tudo isso sem perder o charme de um vilarejo de interior... justamente o que estávamos procurando naquele momento.









Para quem não está de carro, não há motivo para preocupação, Bacharach possui uma estação de trem e é uma das paradas dos barcos turísticos que navegam pelo Reno. O que mais chama atenção nessa cidade de  muros medievais é o seu próprio castelo, o Burg Stahleck, que hoje surpreendentemente abriga um conhecido hostel, 

Hotel


Infelizmente, não conseguimos vaga para se hospedar nesse castelo-albergue, mas ficamos em um lindo hotel histórico bem no centrinho da cidade : o Altkölnischer Hof. O próprio prédio do hotel é uma atração em si, antigo, em estilo enxaimel, mas bastante confortável, possuindo até um elevador interno. Uma mão na roda para quem viaja com criança pequena. O estacionamento não fica no prédio, mas é bastante próximo e o café da manhã é excelente. Aliás , o hotel também possui um restaurante bastante conhecido na região e o salão em que são servidas as refeições é um show a parte. Não é a toa que o hotel número 1 da cidade no Tripadvisor. 



Fachada do Hotel


O que fazer?


A cidade é pequena e não demora muito para conhecê-la quase que por completo. Chegamos de tardinha e logo saímos para dar uma volta, começando por um dos marcos da cidade - a Igreja de St Pedro, com seus inconfundíveis tijolos vermelhos e curiosa ausência de janelas.

Continuamos pela Oberstrasse, admirando os vários prédios de estilo enxaimel. As referência ao vinho estão em todos os lugares da cidade, especialmente nas curiosas videiras repletas de cachos de uva que se espalham nas fachadas, dando um clima ainda mais romântico e inspirador para essa pequena e bela cidade.

Prefeitura


Fachadas com videiras

Uvas

Atravessamos então as muralhas medievais para passear pela margem do Reno, onde também fica localizado o maior estacionamento público para carros. De volta ao centro pelo MarkTurm, uma das maiores e mais antigas torres medievais sobreviventes (datada de 1322), continuamos a admirar mais prédios históricos, como a KranenTurm, hoje transformado em hotel e restaurante.


MarkTurm


KranenTurm




Caminhando para outro lado, na direção do Steeger Tor, outro dos portões medievais da cidade, surgem lindos jardins das casas que pareciam saídas de um conto de fadas. Ali também está o início do caminho que sobe a colina até o Burg Stahleck, que passa pelas ruínas da WernerKapelle, uma antiga capela construída em homenagem a uma criança que foi encontrada sem vida por moradores. Na época, o assassinato foi atribuído aos judeus e houve um verdadeiro massacre na região. Ainda hoje, há uma placa nas ruínas em memória aos mortos daquele episódio.

Como já chegamos de tardinha na cidade, infelizmente, já estava anoitecendo e resolvemos não subir a trilha, contemplando os dois monumentos somente a distância.

Paisagem bucólica


Burg Stahleck ao fundo



Ao anoitecer,  jantamos na mais antiga taberna da cidade (o prédio enxaimel data de 1368) , a Casa Velha ou Altes Haus, um dos poucos restaurantes abertos naquela fria noite de Segunda-Feira de Outubro. Tem um clima bem pitoresco, decoração rústica, campestre, bem estilosa, A comida era boa e seleção de vinhos a preços bem razoáveis. Atendimento simpático, fomos muito bem tratados e foi ótimo para nos recuperar para as emoções do próximo dia. 


Altes Haus

WernerKapelle

Mágica cidade