[PORTUGAL] Lisboa - Um roteiro de dois dias em Lisboa, a capital de Portugal

As primeiras impressões de Lisboa


Pela facilidade de possuirmos a mesma língua, muitos escolhem Lisboa para ter o primeiro contato com o velho mundo. Além disso, a TAP é uma das poucas opções para quem mora fora dos grandes centros de conseguir um vôo direto Brasil-Europa. Em ambos os casos a pátria Lusa costuma servir bem ao propósito.

Primeiramente porque, depois de um certo estranhamento inicial, logo se acostuma com o sotaque português e isso realmente facilita bastante a vida do viajante que não sabe outros idiomas mais difundidos, como o Espanhol ou o Inglês.

E as semelhanças não irão parar por aí : a arquitetura das cidades brasileiras , principalmente as mais antigas, são uma cópia do estilo português. Os Centros Históricos, com seus becos e vielas pavimentadas com pedras ,  as  praças simples, sem o paisagismo requintado dos demais países europeus, nos remetem diretamente às nossas cidades históricas de Ouro Preto, Parati, Olinda e Salvador. Mesmo nos bairros mais afastados de  Lisboa não é difícil se sentir em casa, são comuns aqueles edifícios antigos, quadrados, com vidraças, muito parecidos com os prédios comerciais do Centro da maioria das cidades Brasileiras, como o Rio de Janeiro.  Não há dúvidas que além da línguas e costumes, herdamos muitas das características urbanas portuguesas. A sensação de familiaridade é imediata.

Mas Lisboa é uma cidade peculiar, rodeada de colinas, monumentos históricos e mirantes que a diferenciam de qualquer outra cidade do mundo. Conhecê-la é o ponto de partida  para entender este pequeno, mas notável país, cuja história se confunde com a nossa.

Imigração e Aeroporto


Uma boa notícia para quem tem receio de enfrentar a imigração européia é que, na minha experiência, é realmente mais fácil o controle alfandegário em Lisboa do que em outros países da Europa. Além da vantagem óbvia de poder falar sua língua nativa, eles costumam fazer menos perguntas que em outras cidades por onde já passei, como Londres e Frankfurt. Para ser mais exato, só me fizeram uma pergunta : se estávamos a turismo, e carimbaram o passaporte quase que imediatamente. Além disso, quem viaja com bebê tem acesso a fila preferencial.

Por outro lado, o controle de embarque é um dos mais estressantes que já enfrentamos. Basta qualquer suspeita e já é motivo para solicitarem inspecionar todos os itens que esteja vestindo ou portanto, mesmo que seja uma inocente papinha de bebê ou até leite de mamadeira. Todas as vezes que tivemos que sair de Lisboa, nos pediram até para provar o leite na frente deles para provar que não era um elemento perigoso =). Ah, e se for apenas fazer conexão em Lisboa vindo do Brasil, será necessário fazer o mesmo controle de embarque, portanto esteja preparado.

Já o Aeroporto em si tem dois terminais interligados por um shuttle, é pertinho da cidade, moderno , bem servido de lojas e restaurantes. O único problema é que as salas dos portões de embarque são pequenas para a quantidade de pessoas que circulam, obrigando o passageiro a aguardar de pé os famosos atrasos da TAP.  Aliás, o gosto do português pelas filas é outras das semelhanças com nosso querido país.

Para chegar ao centro da cidade pode-se utilizar táxi, metrô ou o Aerobus, uma linha especial de ônibus que tem paradas na maioria dos pontos de concentração de hotéis da cidade. O táxi costuma ser barato, cerca de 15 euros, mas há muitos relatos de motoristas espertos que cobram muito mais do que o devido (como em qualquer cidade do mundo). O metrô é muito bom, ideal se estiver com pouca bagagem (olhe as escadas) e se ficar hospedado próximo a uma estação. Já o Aerobus também é bastante prático, de baixo custo, e tem lugar para guardar malas, além disso o bilhete pode ser usado por 24 horas. Foi a nossa opção na ida e na volta, usamos o serviço até carrinho de bebê e aprovamos. Os único pontos negativos foram a dificuldade de encontrar a parada de volta ao aeroporto na Marques de Pombal e a constante demora entre um ônibus e outro.

Lisboa - Como se localizar e onde se hospedar






Mesmo para quem tem alguma dificuldade de orientação, não é tão difícil assim se localizar em Lisboa. A dica é localizar no mapa a  Av da Liberdade, a linha que começa na Praça Marquês de Pombal e termina na Praça dos Restauradores. Um pouco mais abaixo está o Rossio (uma praça onde se localiza a estação de trem homônima) , a Rua Augusta e demais ruas perpendiculares que levam até a Praça do Comércio, na borda do Rio Tejo. Este é o centro de Lisboa, chamado de Baixa Pombalina. A sua esquerda fica o morro onde se situa o Bairro Alto/Chiado, região mais popular a noite, frequentado pelos jovens (de todas as idades). A direita fica outro morro onde fica o bairro mais tradicional da Alfama.

Se você tem pouco tempo para aproveitar na capital de Portugal, é nessa região que você deve se concentrar na sua visita à cidade. Além dele, reserve pelo menos meio dia para o mais afastado, mas indispensável, Bairro de Belém, onde se localizam a maioria das atrações da época áurea do Império Português. Como um bom planejamento, dá pra ver quase tudo desses bairros em apenas dois dias. Caso deseje visitar o bairro mais moderno do Parque da Expo-92 terá que reservar mais um dia no seu roteiro, quem sabe combinando com o fantástico Museu Gulbenkian.

Opções de hospedagem não faltam próximos a estas áreas turísticas , sendo os mais populares e centrais os arredores do Rossio e Bairro Alto/Chiado. Muitas novas opções tem surgido na região dos Parque das Nações e praça Marquês de Pombal, esta última costuma ter ofertas de hotéis também centrais a preços bem acessíveis, apesar de ser uma região que morre a noite.

Como se locomover - metrôs, trens, elétricos, elevadores.... ufa!!!


A primeira vista no mapa, tudo parece muito perto, mas a realidade é  que, apesar de Lisboa ser uma cidade de médio porte, relativamente fácil de se localizar e conhecer, sua geografia repleta de ladeiras e ruas estreitas dificultam a locomoção pedonal, sendo bastante provável que em algum momento você tenha que recorrer ao táxi ou transporte público.

E o transporte público de Lisboa, apesar de bem cuidado e extenso, tem algumas graves falhas, entre elas :

a) A superlotação nos elétricos (os bondes).  Foi bastante desconfortável ir e voltar de Belém e foi impossível  pegar o bonde para subir até o castelo. Não fizemos uso do elevador da Glória, mas dizem que também costuma ficar bastante cheio.

b) O sistema de compra de passagens é confuso. Sem muitos rodeios, a receita de bolo que recomendo é : compre (nas estações de trem ou metrô) um cartão chamado Lisboa Viva e carregue-o com algumas passagens de metrô+ônibus (cada passagem dá direito a um trecho de metrô mais um ônibus ou vice-e-versa). Mas fique atento a uma pegadinha - se for utilizar o trem também, melhor comprar 2 cartões, um para andar de metrô e outro para carregar exclusivamente com passagens de trem. O motivo disso é que só é possível carregar o cartão com passagens trem se ele estiver vazio, ou seja, se comprar um só cartão deve utilizar todas as passagens de metrô+ônibus para que possa carregar uma passagem de trem. Não faz muito sentido, mas é assim que funciona.

Além disso, prepare-se também para uma certa dificuldade em encontrar informações sobre a localização exata de algumas atrações turísticas no Centro Histórico. Não se engane acreditando que basta saber que existe um certo mirante em determinado bairro que você irá encontrá-lo tão facilmente. O mesmo se aplica também a algumas paradas de ônibus, elétricos e elevadores. O mais simples de utilizar mesmo foi o metrô, limpo, rápido e bem sinalizado.

Porém, se quiser abstrair de todos esses problemas  sem precisar usar táxi, pode ser que o cartão de turismo da cidade possa ser a solução.

Lisboa Card - vale ou não vale a pena?


Apesar de pequena, Lisboa surpreende pela quantidade de atrações, especialmente museus e monumentos históricos que em sua maioria não tem entrada gratuita. Nesse ponto, o cartão turístico chamado Lisboa Card, se bem usado, pode lhe ajudar a economizar uns bons euros. O cartão permite entrada franca ou um bom desconto na maioria dessas atrações, e o que é melhor , o uso irrestrito do transporte público e até mesmo algumas atrações fora da cidade, como o trem para Sintra e Mosteiros de Alcobaça e da Batalha. Se for sua primeira visita a cidade, faça as contas que é quase certo que compense, e ainda lhe livra de toda a complicação de carregar cartões para transporte público. Mais informações consulte a página oficial do cartão aqui.

Roteiros Detalhados - O essencial de Lisboa em um roteiro de 2 dias


Roteiro Dia 1 - A Baixa e a Alfama


Minha sugestão de roteiro de 1 dia começa na Av da Liberdade,uma arborizada e movimentada via que concentra cafés e lojas de grife, bastante agradável de se andar em uma manhã em Lisboa. Em poucos minutos de caminha chega-se à Praça dos Restauradores e ao Rossio. A partir daí, sugiro um roteiro até o Castelo de São Jorge, voltando à praça do comércio, de onde pode-se pegar um ônibus ou metrô de volta ao hotel. Ao final deste itinerário , você terá visitado os principais pontos de interesse da região da Baixa e do bairro da Alfama.




Manhã - Baixa Pombalina

Após passear pela Av da Liberdade, observe as lindas fontes da Praças dos Restauradores e Rossio, assim como o imponente casario histórico resultado da reconstrução dessa região. O nome Baixa Pombalina deve-se ao Marquês de Pombal, que promoveu a recuperação de Lisboa após um devastador terremoto ocorrido em 1755, que destruiu grande parte da cidade. Escolha um dos muitos restaurantes para almoçar ali perto ou aproveite um dos inúmeros e charmosos cafés e padarias da região. Para as compras , aproveite o intenso comércio da Rua Augusta, onde costumam haver boas promoções em lojas como a Zara e interaja com os portugueses. 

Tarde - Bairro da Alfama

No início da tarde  atravesse o Arco da Augusta (permite a subida) para a Praça do Comércio, uma das mais bonitas da Europa, tendo ao fundo o Rio Tejo. 

Altar da Sé

Altar de Santo Antonio de Lisboa














A pé, dê uma passadinha rápida pela Casa dos Bicos, curiosa construção com detalhes pontiagudos, e siga pra a Igreja de Santo Antônio de Lisboa, onde é possível visitar o local onde o Santo nasceu, acessivel por uma porta do lado esquerdo. Bem próximo daí estará a Sé, a catedral de Lisboa. Apesar de simples por fora, tem um interior muito bem ornamentado e a luz dos vitrais reflete uma colorida combinação de cores no interior sombrio de estilo gótico. A Capela do Santíssimo Sacramento, do lado esquerdo, contém diversas obras de arte belíssimas.


Iluminação natural na Sé

Janela do Castelo
Em frente a Sé, pode-se subir até o Miradouro de Santa Luzia a pé ou pelo elétrico (bonde) 5 ou 28. Os bondinhos são uma atração a parte, conservados exatamente como eram há decadas atrás, porém são pequenos e costumam andar lotados na alta estação. Do Miradouro de Santa Luzia siga o tortuoso caminho até a entrada do Castelo São Jorge.

Dica : Se você estiver com pouco tempo, pegue o ônibus ao invés do bondinho, que também passa em frente a Sé. Diferentemente do bondinho, andam bem menos cheios e lhe deixam em frente ao Castelo de São Jorge, mas pode-se voltar a pé até o Miradouro de Santa Luzia.
O Castelo de São Jorge remonta a época que os mouros ocupavam a região, sendo então utilizado pelo primeiro rei de Portugal, Dom Afonso Henrique, homenageado com uma estátua no pátio externo. Depois caiu em ruínas e hoje se encontra parcialmente restaurado. O passeio rende belas paisagens , principalmente se realizado ao pôr do sol. Reserve pelo menos uma hora e meia para passear livremente pelas muralhas.Não perca a vista do Bairro Alto pelo lado mais interno das muralhas do castelo, simplesmente imperdível!!


Vista da Glória e do Bairro Alto a partir de Alfama
Vista de Lisboa ao entardecer das muralhas do Castelo de São Jorge


Vista do Bairro Alto a partir de Alfama


Noite - Museu da Cerveja


Na volta, existem algumas boas opções gastronômicas no alto da Alfama, como o wine bar do Castelo ou você pode descer a pé (bondinho e ônibus também são opções) de volta à Praça do Comércio, curtindo as vistas e lojinhas da área e lá embaixo curtir os restaurantes e barzinhos alto astral da praça , dentre ele, o Museu da Cerveja, onde paramos para jantar.

Bife de Vacuno ao molho de maracujá
Apesar do nome, trata-se de um restaurante, com uma bela decoração interna ou mesas no terraço com vista para a Praça. O museu em si é bem pequeno, e conta com cervejas de todos os países de lingua portuguesa. Algumas dessas cervejas são servidas no cardápio, porém muitas indisponíveis. A melhor escolha acaba sendo o chopp da casa. Para acompanhar o bife de vacuno (vaca) com molho de maracujá é uma excelente pedida, apesar do preço um pouco salgado para os padrões lisboetas. Custou cerca de 18 euros em Maio de 2014.



Chopp Artesanal no Museu da Cerveja

Dia 2 - Belém e Bairro Alto


Reserve a manhã para visitar o Bairro de Belém, onde está a maior concentração de monumentos nacionais portugueses em Lisboa, especialmente relacionado à época dos descobrimentos, momento em que Portugal atingiu seu apogeu. O dinheiro ganho com o comércio nas novas terras descobertas, juntamente com o ouro trazido do Brasil financiaram a construção de prédios riquíssimos como o Mosteiro dos Jerônimos. A tarde , curta a boemia lisboeta no Bairro Alto com um autêntico show de fado.

Manhã - Bairro de Belém

Acorde cedo e pegue o elétrico 15 na Praça do Comércio. A maioria dos turistas desce na parada próxima ao mosteiro dos jerônimos, localizada no começo do bairro. Porém, logisticamente falando, faz mais sentido esperar a próxima parada mais próxima a Torre de Belém para não ter que ir e voltar pelo mesmo caminho. Fazendo desta forma, o caminho até lá não é muito agradável e tem que atravessar a linha de trem por meio de uma passarela bem alta e cheia de escadas, mas dá para poupar um bom tempo de caminhada.





A magnífica Torre de Belém
A Torre de Belém é um espetáculo a parte, localizada atualmente em uma praia no Rio Tejo, na época dos descobrimentos ela situava-se muito mais adentro no rio, servindo como a primeira defesa e, consequentemente, última vista das naus que partiam rumo ao Novo Mundo.  A visita interna é coordenada por um sistema interessante que aloca determinado tempos para subir e descer entre os níveis da Torre.

Logo adiante, vislumbra-se o imenso Padrão dos Descobrimentos, um monumento de 50m de altura em homenagem à era dos descobrimentos.

Construído em formato de caravela, a figura de Dom Henrique, o Navegador, domina o ponto mais alto do monumento seguido de diversas figuras da época como sacerdotes e cartógrafos. Não perca a rosa dos ventos no centro da Praça contígua à atração.


Padrão dos Descobrimentos

De lá, atravesse a Avenida, por meio da passagem subterrânea, para a Praça Império, de onde se chega a principal atração de Lisboa, o Mosteiro dos Jerônimos. Segundo a wikipedia foi "encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias". Repare nas referências à era dos descobrimentos como o teto decorado com motivos náuticos e os animais exóticos. Além do claustro, os túmulos de Vasco da Gama, Camões, Alexandre Herculano e Fernando Pessoa são atrações imperdíveis. Se tiver tempo, ainda é possível visitar o Museu da Marinha e o Museo Arqueológico, em construções contíguas ao Mosteiro.

Claustro do Mosteiro dos Jerônimos

O famoso e original Pastel de Belém
Porém, se começou a visita pela manhã, a esta hora você já deve estar faminto, então nada melhor do que seguir a Rua Belém até a Fábrica Original de Pastéis de Belém, local onde são produzidos os famosos pastéis de belém desde 1837. É verdade que o restaurante não tem o atendimento muito simpático, mas não é por isso que você deve deixar de conferir esse patrimônio lisboeta. Servidos com canela ou açúcar, as guloseimas são unanimidade entre o s turistas locais, sempre com casquinhas crocantes e farto recheio.

Museu dos coches
De energias renovadas se ainda sobrar tempo, faça uma última parada neste fantástico bairro : o Museu dos Coches, como se chamam as carruagens em Portugal. Observe o coche utilizado por Carlota Joaquina, mas o grande destaque são as da embaixada de Portugal no Vaticano, com esculturas douradas de tamanho real. Recordações de uma época de ouro em Portugal, em que rivalizava com as demais nações do continente.



Tarde e Noite - Bairro Alto

Hora de retornar ao Centro de Lisboa para curtir o restante do dia no Bairro Alto. O mesmo elétrico 15 pode deixá-lo na Praça do Comércio  de onde se chega facilmente ao Elevador da Santa Justa, início do nosso roteiro pelo Bairro Alto.



Vista do Bairro da Alfama a partir do mirante do Elevador de Santa Justa
Ruínas do Convento do Carmo
A saída do Elevador leva diretamente ao Largo do Carmo, onde se pode visitar as ruínas dessa Igreja fundada por D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, figura de grande importância na história portuguesa, como pode ser visto no mosteiro da Batalha, que visitei nos dias seguintes. 

A Igreja foi destruída e incendiada durante o Grande Terremoto, nunca mais sendo reconstruída. Hoje, junto às ruínas do local,  abriga um museu arqueológico muito interessante, com vários túmulos de nobres portugueses e outras curiosidades, como múmias egípcias e peruanas.


Múmias peruanas no Museu do Carmo
 No meu roteiro inicial, havia previsto uma passadinha pela Igreja de São Roque, que dizem ser uma das mais ricas de Portugal, porém como o tempo estava curto e cansados , preferimos ir diretamente para o espetáculo de tango que havíamos reservado na noite anterior. O show se chama Fado in Chiado, é curto, demora cerca de 1 hora, e é essencialmente turístico. Apesar disso, o show em si é muito bem executado e os fadistas e músicos são muito competentes, cantando temas que valorizam a cultura local. Pode ir sem medo para ter um gostinho do autêntico fado português. 


Não se vende comida nem bebida dentro do teatro, mas isso não é problema, pois o Bairro Alto é um dos mais animados na noite de Lisboa, com diversas opções gastronômicas. Escolhemos a Cervejaria Trindade para jantar. O serviço, como de costume em Lisboa, foi um pouco lento, nos deixando muito tempo em pé para levar até a mesa. Os pratos pedidos variavam de qualidade, uns estavam  bons, mas outros as carnes pedidas não estavam macias. A cerveja também foi decepcionante. O mais legal era o ambiente, decorado com azulejos de rara beleza. De uma maneira geral, acredito que devem haver melhores opções para jantar nas redondezas. De lá, seguimos até o tradicional café A Brasileira, com a famosa estátua de Fernando Pessoa. Provamos uma bica (café pequeno) com um pedaço de torta doce e mais pastéis de nata. E, para finalizar a noite, nada melhor do que a Ginjinha, delicioso licor que é uma bebida tradicional de Portugal.

Resumo final


Lisboa é uma cidade cheia de boas surpresas, muitas atrações , mirantes de perder o fôlego e com custo mais acessível se comparada a outras capitais Européias. Em dois dias dá pra ter uma boa idéia da cidade, mas certamente ainda há muito mais a se desfrutar. O ponto negativo foi a super lotação do transporte público e má qualidade do cartão de papel do Lisboa Card. No fim do segundo dia, dos cinco cartões que compramos, dois já não validavam nas máquinas do metrô, nos obrigando a dar um jeitinho Brasileiro para passar nas roletas, que apesar de encararmos com bom humor, não deixava de ser constrangedor em alguns momentos.


  • Dicas :
  • A região da Marquês de Pombal costuma ter hotéis centrais a bons preços
  • Se você estiver com pouco tempo, pegue o ônibus ao invés do bondinho, que também passa em frente a Sé. Diferentemente do bondinho, andam bem menos cheios e lhe deixam em frente ao Castelo de São Jorge, mas pode-se voltar a pé até o Miradouro de Santa Luzia.
  • O Lisboa Card normalmente compensa em uma primeira viagem a Lisboa e ainda lhe livra da chatice do complicado sistema de compras de passagens do transporte público de Lisboa