[Europa 2013] Como é viajar na Condor e Chegada em innsbruck

COMO É VIAJAR PELA CONDOR

A viagem começaria com um vôo doméstico da TAM de Fortaleza até Salvador. Somente a partir de lá, embarcaria no trecho internacional entre Salvador e Innsbruck, com uma conexão em Frankfurt.

O aeroporto em Salvador tinha uma fila considerável para check in na Condor, mas mesmo o vôo atrasando uma hora em Fortaleza, chegamos com três horas de antecedência em Salvador, então não tivemos problemas para embarcar. O vôo Salvador - Frankfurt saiu na hora prevista e ocorreu sem maiores incidentes. 

O pouco espaço entre as poltronas (achei menor que o espaço em vôos domésticos da tam e gol) era compreensível devido ser uma empresa low-cost, mas o que me surpreendeu negativamente foi o atendimento simplório da tripulação. Não adiantava nada acender a luz de atendimento, ninguem sequer aparecia para saber o que você estava precisando.  Na hora da refeição, só estava disponível uma única opção : frango com salada, pão, queijo, manteiga e sobremesa. Apenas as bebidas não alcóolicas são gratuitas. Outro ponto negativo foi que a água sem gás acabou no meio do vôo, ficando disponível apenas água com gás, que não é a bebida ideal para matar a sede. Outra observação é que a tripulação não falava português, somente alemão e inglês. As opções de entretenimento também são bastante simplórias : monitores coletivos e filmes em inglês. Ah, não esqueça de levar seu fone de ouvido porque a empresa apenas vende os que tem a bordo a 5 euros.

Chegamos em Frankfurt às 9h da manhã (horário alemão) e fomos para a imigração que foi bem tranquila. O oficial deixou fazer a imigração da família em conjunto, o que foi um alívio (somente eu falava inglês). Fez poucas perguntas, apenas quantos dias iriamos ficar e liberou rapidinho. Pegamos as malas e fui direto fazer o check-in para o segundo trecho da viagem, que seria operado pela Lufthansa. Tentei fazer o check in nos totens de autoatendimento, mas a máquina não concluia o processo. Pedi para uma simpatica funcionário me auxiliar na operação, mas ela também não conseguiu e me encaminhou para o balcão de atendimento avançado. Lá me informaram que o ticket estava com algum problema, pois o sistema não liberava a emissão do bilhete. 

Logo, bateu um frio na barriga, sabe quando você pensa, agora ferrou? Acontece que havia efetuado uma troca de nome nessas passagens , após uma verdadeira guerra com o escritório de São Paulo e dos Estados Unidos da Condor. Eles cobravam a diferença tarifária mais a multa de 60 euros e eu tive que demonstrar , que de acordo com o contrato firmado no momento da compra, a nomeação de uma pessoa substituta seria feita dentro da mesma tarifa comprada mediante apenas o pagamento de 60 euros. Demorou muito mas a Condor aceitou meus argumentos e efetuaram a troca das passagens, só que "esqueceram" de trocar os nomes no segundo trecho da passagem operado pela Lufthansa. Imaginem o desespero em plena véspera de Natal ficar retido no aeroporto de Frankfurt?

Fui de imediato ao guichê da Condor, expliquei o ocorrido e exigi que algum funcionário da companhia me acompanhasse até a Lufthansa para resolver a situação. O atendimento deles não foi muito simpático, mas pelo menos imprimiram uma nova passagem com o número do código da reserva da Lufthansa. Com essa nova passagem voltei a Lufthansa, mas novamente não consegui efetuar o check in. Já exausto, expliquei novamente a situação para uma simpática atendente que, após inúmeras ligações não conseguia efetuar o check in da minha mãe e da minha tia, justamente os nomes que haviam sido trocados após a compra das passagens. 

Somente uma meia hora depois, para minha surpresa, a atendente simpática propôs que embarcássemos com o nome original das pessoas que a passagem foi comprada. Estranhei muito o fato, ainda mais sabendo que na Alemanha há um rígido controle de imigração. Porém, ela explicou que sendo um vôo para dentro da comunidade européia, não seria exigido que fosse apresentado o passaporte no embarque. Pra mim a idéia dela fazia sentido,  e foi com esse jeitinho alemão que minha tia embarcou com o nome da minha mulher e minha mãe com o nome de solteira, diferente do que constava no passaporte.

Os alpes visto de cima
Quando tomamos o ônibus para o avião que iria nos levar a Innsbruck, um novo susto : trata-se de um avião bimotor, operado pela Tyrolean Airways. Pesquisando no google descobri que trata-se de uma bombardier Q400. Como nunca havia voado numa aeronave deste tipo, bateu um certo receio no começo, mas logo a primeira impressão se dissipou e tenho que dizer que esse vôo foi um verdadeiro passeio panorâmico. A aeronave voava baixo, reconheci a cidade de munique e logo adiante a visão inesquecível dos Alpes. Continuamos voando pelo que parecia ser um vale dentro das montanhas cobertas de neve, repletos de vilarejos, riachos e florestas : a impressão que tinha era que a aeronave voava mais baixo que algumas montanhas que rodeávamos. Essa visão era tudo o que precisava para readquirir o ânimo e espantar o cansaço da viagem e da luta para poder chegar até ali, finalmente a ficha estava caindo : iria passar o Natal na Europa do jeito que planejei. 

Bombardier bimotor do trecho FRANKFURT - INNSBRUCK


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