[Uruguay e Argentina 2012] Dia 4 : Colonia e Buenos Aires : alerta de notas falsas

De Montevideo a Colonia do Sacramento - De ônibus

Embaixo de muita chuva, pegamos um táxi para a rodoviária Tres Cruces e embarcamos em um um ônibus da COT com destino a Colonia do Sacramento, onde já tinha passagens compradas pela Seacat com destino a Buenos Aires.

Colônia do Sacramento
A viagem de ônibus é rápida, menos de 3 horas. Logo se chega ao terminal de ônibus de colônia, lá você pode deixar suas malas em uma salinha em que cobram se não me engano 80 pesos por três horas, tempo mais que suficiente conhecer a cidade.

Colônia do Sacramento

Já conhecia Colonia e ela continua a mesma há uns 300 anos e, por certo, não mudaria do ano passado para cá. As ruas charmosas, os carros do século passado, os casarões e praças de tirar o chapéu estavam todas ali fazendo companhia ao simpático farol da cidade. Pena que uma chuvinha insistente estava nos acompanhando desde Montevideo e quase não deixou tirar nenhuma foto da cidade. Dessa vez não fui de chivito gigante que haviamos ficado impressionado na visita passada e fui atrás de uma boa parrilla. Até que encontrei um restaurante que me chamou atenção, pois lembrava muito o el palenque de montevidéo.

O nome do lugar eu não recordo, mas lembro que o garçom recomendou um ojo del bife que daria para compartilhar. Ele só esqueceu de avisar que o "compartilhado" aumentava o preço em uns cinquenta por cento, pegadinha de turista né? Mas pra ser sincero, nem teria me importado, porque estava muito bom e foi muito farta a refeição. O casillero del diablo, para acompanhar então, nem se fala. O problema é que meus pesos uruguayos estavam no fim, tive que completar com dolares e não sobrou nada para trazer uma lembrança da cidade. Vale a dica de se certificar dos preços dos pratos pedidos se você tiver pouca moeda local, não é deselegante e pode lhe livrar de uma roubada.

Ojo del Bife 
De volta ao terminal de ônibus pegamos a mala (tem uma casa de cambio no terminal) e fomos embarcar no ferry para BsA. Detalhe : compramos a passagem da seacat , mas o barco da viagem era da Buquebus, que por sinal tem a passagem bem mais cara.  O navio era bem grande, parecido com o buque Eladia Isabel que tomamos no ano passado, mas andava bem mais rápido, e em 1h já estavamos em BsA.

Chegada em Buenos Aires - Cuidados com segurança

Buenos Aires sempre me inspirou cuidados com segurança,  ainda mais depois  que fui enganado por um taxista ano passado. Mas parece ser regra lá zoar turista. Eu, já desconfiado, decidi nem pegar o táxi no Terminal Fluvial e caminhar um pouco mais e pegar um táxi mais acima para quem sabe livrar de um golpe em turista. Até que deu certo, peguei o táxi mais à frente e cheguei ao hotel na Recoleta sem ficar dando voltas na cidade =)) Mas se me livrei do golpe do taxista, não tive a mesma sorte com o golpe da moeda falsa, vou explicar como aconteceu.

Acontece que chegamos no hotel já um pouco tarde de uma sexta feira e recebemos a bela notícia de que as casas de câmbio fechavam no fim de semana e só abririam na segunda (que mancada! não previ isto no meu roteiro de viagem.). Perguntando em loja na Av Santa Fe onde poderíamos achar uma casa de câmbio, o dono do estabelecimento se ofereceu para trocar uns reais conosco. Eu, como sempre, desconfiado, resolvi trocar só 100 reais para testar, recebendo 220 pesos. Misturei com os outros 100 e tanto que havia trazido do Brasil e entramos no primeiro supermercado que achamos para abastecer o frigobar do hotel. Na hora de pagar a conta a surpresa, o caixa reconheceu de imediato que a nota era falsa. Argumentei mas não teve jeito. Pior que não sabia se essa nota era a que eu ja tinha levado para lá do brasil ou tinha recebido da loja que troquei dinheiro. O certo é que todo mundo em Buenos Aires conhece nota falsa só em pegar, se você der o azar de pegar uma é bem provavel que traga de volta para o Brasil de recordação.

Essa noite só deu tempo de ir para um pub que é até bem cotado, o Shamrock, e assistir um jogo da seleção argentina pelas eliminatórias. Não gostei do pub, muita gente e pouco espaço. Ainda mais depois de ser enrolado duas vezes no mesmo dia, achei melhor voltar cedo pro hotel e afogar as mágoas com uma BarbaRoja* geladinha na banheira  do Hotel Marseille des Anges  =)

  • Dicas :
  • Se pedir um prato para compartir pergunte se não é cobrado um adicional
  • * BarbaRoja é uma cerveja artesanal fabricada em Buenos Aires do tipo Ale. Foi a melhor cerveja engarrafada que tomei em Buenos Aires, e a única portenha que fez frente às cervejas que experimentei mais tarde na Patagônia. Vende em supermercados da capital.
  • .Não faça câmbio em lojas suspeitas, em cambistas na rua  ou outros lugares que não sejam recomendados por outros turistas, as chances de ser enganado são altas.

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